sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Sobre Governos

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"O melhor governo é o que governa menos" - aceito entusiasticamente esta divisa e gostaria de vê-la posta em prática de modo mais rápido e sistemático. Uma vez alcançada, ela finalmente equivale a esta outra, em que também acredito: "O melhor governo é o que absolutamente não governa", e quando os homens estiverem preparados para ele, será o tipo de governo que terão.

Na melhor das hipóteses, o governo não é mais do que uma conveniência, embora a maior parte deles seja, normalmente, inconveniente - e, as vezes, todos os governos o são.
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A grande maioria dos homens serve ao Estado não como homens propriamente dito, mas como máquinas, com seus corpos. São exércitos permanentes, as milícias, os carcereiros, os policiais... Tais homens não merecem respeito maior que um espantalho ou um monte de lama.
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O autor deste texto é o norte-americano Henry David Thoureau.
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Conforme o Wikipedia:
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Henry David Thoreau (Concord, 12 de julho de 1817 — Concord, 6 de maio de 1862) foi um ensaísta, poeta, naturalista e filósofo estado-unidense.

Estudou em Harvard, e depois de sua formatura passou dois anos isolado da civilização, num barraco, às margens do lago Walden, absorto na contemplação da natureza. Retornando à civilização, tornou-se professor no liceu de Concord, onde exerceria até sua morte. Fez muitas viagens, descobrindo a beleza de florestas e paisagens naturais.

Entre suas obras destaca-se Walden, or life in the woods, 1854, que é a descrição de sua experiência de dois anos solitário, sobrevivendo apenas do trabalho natural, um livro de descrições exatas e mesmo assim poéticas. Tornou-se um clássico da literatura estado-unidense como sendo um livro de proporções místicas. Um de seus trechos foi repetido em todo mundo na produção cinematográfica Sociedade dos Poetas Mortos: "eu fui à Floresta porque queria viver livre. Eu queria viver profundamente, e sugar a própria essência da vida... expurgar tudo o que não fosse vida; e não, ao morrer, descobrir que não havia vivido".

Thoreau era abolicionista, amava intensamente a natureza, detestava notícias (poluíam a nossa mente, templo de reflexões, com banalidades), era contra o trabalho desvinculado do prazer (degradava o homem), panteísta, místico, solteirão convicto e contra as "boas maneiras".

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