quinta-feira, 4 de junho de 2009

Stop the Big Brother State

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Por trás de Winston a voz da teletela ainda tagarelava a respeito do
ferro gusa e da superação do Nono Plano Trienal. A teletela recebia e
transmitia simultaneamente. Qualquer barulho que Winston fizesse,
mais alto que um cochicho, seria captado pelo aparelho; além do
mais, enquanto permanecesse no campo de visão da placa metálica,
poderia ser visto também. Naturalmente, não havia jeito de
determinar se, num dado momento, o cidadão estava sendo vigiado
ou não. Impossível saber com que frequência, ou que periodicidade,
a Polícia do Pensamento ligava para a casa deste ou daquele
indivíduo. Era concebível, mesmo, que observasse todo mundo ao
mesmo tempo. A realidade é que podia ligar determinada linha, no
momento que desejasse. Tinha-se que viver - e vivia-se por hábito
transformado em instinto na suposição de que cada som era ouvido e
cada movimento examinado...

George Orwell
1984

2 comentários:

Anônimo disse...

Assombroso, terrificante este estado de vigilância permanente, contínuo... Vivemos, pois, diuturnamente sob o olhar do "grande irmão" vigiado a nossa cota mínima de consumo diário de quinquilharias multicoloridas e outras inutilidades!!!

Tania disse...

O olho que tudo vê... estamos cada vez mais desnudos diante dele, que está cada vez mais penetrante, mais indiscreto e mais incoveniente!!!

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